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domingo, 1 de agosto de 2010

A CEDILHA

Essa está no A Tarde de ontem (31), na Coluna Tempo Presente do meu amigo Levi Vasconcelos.
Mamede Paes Mendonça, o peão que começou a vida dando duro na enxada e se transformou no dono de um império, a rede Paes Mendonça (hoje arrendada ao Bompreço), mal completou o curso primário. Dele contavam mil histórias, e certa vez perguntaram-lhe se eram verdadeiras.
- É tanta coisa que eu me perdi. Já não sei o que é verdade ou o que é inventado.
Uma delas, relatado no livro Mamede Paes Mendonça, da jornalista Ivana Braga (ainda no prelo, a ser publicado este ano na Coletânea Assembleia), diz que , certo dia, nos primórdios da Rede Paes Mendonça, chegou uma carreta de cal. Estrilou:
- Eu não pedi isso! Pode levar!
-Foi o senhor sim. E fez pedido do próprio punho.
O fornecedor passou a lista, estava lá:
Uma carreta de cal.
Mamede leu, botou a mão na cabeça:
-Deus do céu! Eu esqueci da cedilha...

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